O prefeito Edinho Silva (PT), no dia 21 de fevereiro, foi às redes sociais para comunicar a população de que a única maneira de controlar o aumento crescente de pacientes em leitos de UTI em Araraquara (SP) era através de mais um lockdown no município. Este, por sua vez, muito mais severo do que os anteriores: fechou lojas e supermercados e impediu de forma rigorosa a circulação de pessoas e veículos pela cidade.

Depois de um mês, o número de pacientes que precisam de leitos de UTI para se tratar da Covid-19 aumentou 37% — eram 62 no dia em que a medida entrou em vigor. São 85, segundo o boletim do último domingo, 21 de março.

Segundo o recente boletim epidemiológico local, a taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 chegou a 89%, enquanto, há um mês, era de 98%. A redução, no entanto, não se deve a redução do número de internação, e sim ao aumento no número de leitos: em 21 de fevereiro deste ano, havia 63 leitos de UTI, contra 95 no último domingo. Se em 21 de fevereiro, já existissem esses 95 leitos, no dia em que o lockdown foi decretado, a taxa de ocupação não seria de 98%, mas de 64% — bem menor, portanto, que a divulgada ontem.

Desde o ínicio da pandemia, o município recebe doentes de outros municípios. Porém, a assessoria de imprensa da prefeitura não soube responder quantos pacientes internados nas UTIs da cidade eram de Araraquara.

O número de mortos também aumentou consideravelmente. Entre 31 de dezembro de 2020 e 21 de fevereiro de 2021, o índice diário de óbitos relacionados à Covid-19 era de 1,5. Considerando que os pacientes graves com Covid-19 permanecem internados em torno de 15 a 20 dias antes do óbito, os dados levantados consideram apenas os números entre o 20º dia de lockdown e ontem: período em que a taxa ficou em 3,8 mortes por dia.

Fonte da notícia: Revista Oeste

Por PeopleGo